Pular para o conteúdo

Para pedir a paz – [São Benedito José Labre]

  1.  Ó JESUS CRISTO, NOSSO SENHOR, verdadeiro homem, santo Deus, grande Deus, Deus imortal, tende piedade de nós e de todo o gênero humano. Purificai-nos hoje e sempre dos nossos pecados e das nossas fraquezas, pelo vosso precioso Sangue, para que possamos viver em vossa santa paz e em vosso amor, agora e por todos os séculos dos séculos. Amém.
  2. Clementíssimo Jesus, só Vós sois a salvação, vida e ressurreição nossa. Pelo que Vos suplicamos não nos abandoneis em nossas angústias e perturbações, mas pela agonia do Vosso santíssimo Coração e pelas dores de Vossa Mãe Imaculada, socorrei aos vossos servos que remistes pelo Vosso precioso Sangue. Amém.

[São Benedito (ou Bento) José Labre, francês, 1748-1783]

Saint_Benedict_Joseph_Labre._Colour_lithograph._Wellcome_V0031693-630x1024

 

A São Pascoal Bailão

Ó SÃO PASCOAL, meu celeste advogado, que fostes o discípulo fiel d’Aquele que disse: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”, lançai sobre mim vosso olhar.  Oh! como estou longe deste belo exemplo de nosso Redentor! Como sou orgulhoso, soberbo e desdenhoso!  Vós, ó Santo amabilíssimo, pedi a Jesus que encha-me o coração de humildade, daquela humildade que vos mereceu tantos favores sobre a terra; e sobretudo alcançai-me uma fé viva, um ardente amor para com Jesus Eucarístico, afim de que, como vós e convosco mereça contemplá-lo, não mais velado na Hóstia, mas face a face na glória celeste. Assim seja.

[ São Pascoal Bailão (ou Baylon) – 1540-1592, espanhol, franciscano, declarado por Leão XIII  padroeiro especial das Congregações e todas as Associações dedicadas à devoção eucarística, pois “entre os santos em que a piedade eucarística pareceu manifestar-se com um fervor mais ardente, Pascoal Bailão tem o primeiro lugar” (Breve de 18/11/1897)].

A Nossa Senhora do Bom Conselho

GLORIOSÍSSIMA VIRGEM, escolhida pelo eterno Pai para Mãe do Verbo encarnado, tesoureira das graças divinas e advogada dos pecadores, eu, vosso indigníssimo servo, recorro a Vós, para que Vos digneis de me servirdes de guia e conselheira neste vale de lágrimas. Alcançai-me, pelo preciosíssimo Sangue de vosso divino Filho, o perdão dos meus pecados, a salvação de minha alma e os meios necessários para consegui-la.

Obtende para a Santa Igreja o triunfo sobre os seus inimigos e a propagação do Reino de Jesus Cristo por toda a terra. Amém.

Doce coração de Maria, sede minha salvação!

IMG_20191221_074219.jpg

Eu te saúdo, Maria – [São Padre Pio]

EU TE SAÚDO, MARIA, filha amada do Pai eterno. Eu te saúdo, Virgem Mãe do Filho de Deus. Eu te saúdo, esposa imaculada do Espírito Santo. Eu te saúdo, concebida sem mancha alguma de pecado, toda pura e santa. Eu te saúdo, Virgem puríssima, antes do parto, no parto, após o parto. Eu te saúdo, Mãe dolorosa, Rainha dos mártires, coração dos corações que sofrem. Eu te saúdo, estrela do nosso caminho, fonte da nossa esperança, fonte puríssima de alegria, porta do Paraíso. Eu te saúdo, consoladora dos aflitos, mãe do belo e casto amor das almas virgens, porto sereno de paz.  Eu te saúdo, mediadora potentíssima e piedosa de todas as graças, aurora suspirada do dia eterno, prelúdio suavíssimo sobre a terra da maravilhosa harmonia dos céus.  Eu te saúdo, rainha dos anjos e dos santos, rainha nossa, soberana Patrona da Ordem Seráfica. Eu te saúdo, refúgio dos pecadores, mãe dulcíssima. Amo-te muito, muito, ó bela mãe, ó minha mãe, conserva-me puro, leva-me a Jesus.  Salve, ó Maria!

(Epistolário – São Pio de Pietrelcina).

 

Trabalho, repouso e adoração – [Ven. Dom Fulton Sheen]

SE DIRIGIMOS NOSSO TRABALHO PARA DEUS, trabalhamos melhor do que imaginamos. A aceitação deste fato é outra tarefa para o qual precisamos de repouso. Uma vez por semana, o homem, repousando do trabalho, faz bem em ir, perante Deus, como para considerar se quanto do que fez, durante a semana, foi trabalho do seu Criador; pode reconhecer, então, que o material, com que trabalhou, proveio de outras mãos, que as ideias, que usou, entraram na sua mente oriundas de uma Fonte mais alta, que até as energias, que consumiu, eram um dom de Deus.

Se o repouso se toma nesta atitude de espírito, o cientista verá que não é ele o autor do seu livro sobre leis da natureza, mas apenas o revisor de provas. Foi Deus quem escreveu o livro. Igualmente, confessará o professor que toda a verdade, que transmitiu aos alunos, era um raio vindo da Sabedoria Divina. O cozinheiro que descasca batatas, após ter descansado assim, manuseá-las-á como humildes dádivas do próprio Deus.

Permite-nos o repouso contemplar as pequenas coisas que fazemos com relação às grandes; e só estas podem dar àquelas valor e significado. Faz-nos lembrar que todas as ações recebem o valor de Deus: adorar significa reconhecer o “valor”. Adorar é restituir aos nossos enfadonhos dias de trabalho o seu verdadeiro valor, colocando-os na sua real relação com Deus, que é o fim daqueles e o nosso.

Esta adoração é uma forma de repouso, uma contemplação intensamente ativa e criadora das coisas divinas, da qual nos levantamos renovados. Com efeito, a promessa do Evangelho de São Mateus está ainda à espera dos que a queiram ouvir: “Vinde a mim todos os que trabalhais e estais oprimidos, e Eu vos aliviarei“.

(Rumo à Felicidade, Cap. XV,  do Venerável Dom Fulton Sheen, 1895-1979, Bispo auxiliar de Nova Iorque, de 1951 a 1966;  Bispo de Rochester, EUA, entre 1966 e 1969).

IMG_20191206_111325.jpg

À Imaculada Conceição

SANTÍSSIMA VIRGEM, que sois tão agradável ao Senhor e Vos tornastes Sua Mãe, Imaculada no corpo e no espírito, na fé e no amor: olhai, com Vossa ternura materna, para nós, tão fracos e que imploramos Vossa poderosa proteção.

A perversa serpente, sobre a qual foi lançada a primeira maldição, continua a atacar ferozmente e a escravizar os pobres filhos de Eva. Sede, então, ó Mãe bem-aventurada, nossa Rainha e Advogada, Vós que, desde o primeiro instante de Vossa Conceição, esmagastes a cabeça do inimigo!

Recebei favoravelmente as preces pelas quais, unidos convosco num só coração, imploramo-Vos para nos apresentar diante do Trono de Deus: que jamais caiamos nas armadilhas que nos são apresentadas e que possamos todos chegar, seguros, ao porto da salvação; que, em meio a tantos perigos, a Igreja e a sociedade dos cristãos possam cantar novamente o hino de libertação, de vitória e de paz!  Amém.

 

A Cristo, bom Pastor – [São João XXIII]

Ó JESUS, sou a ovelha extraviada e Vós, o bom Pastor, que solícito correis ansiosamente ao meu encalço; alcançastes-me enfim e, após mil carícias, trouxestes-me aos ombros e, alegre, conduzistes-me ao aprisco… Ai de mim! Sou, infelizmente, filho pródigo que dissipou vossas riquezas: dons naturais e sobrenaturais, e me reduzi à mais infeliz condição, porque fugi para longe de Vós, ó Verbo, por quem todas as coisas foram feitas, e sem Vós, Senhor, todas as coisas são um mal, porque nada são. Sois o Pai amorosíssimo que me acolhestes, festejastes quando, regenerado de meus erros, voltei à vossa casa, procurei de novo refúgio à vossa sombra e em vossos braços. Recuperastes-me como filho e me readmitistes à vossa mesa, às vossas alegrias! De novo me chamastes a participar da vossa herança!…

Sois o meu bom Jesus, o mansíssimo Cordeiro que me chamastes vosso amigo, olhastes-me amoroso no meu pecado, abençoastes-me quando vos maldizia! Da cruz rezastes por mim, e de coração traspassado fizestes descer a onda de sangue divino que me lavou das minhas imundícies. Purificastes minha alma de suas iniquidades, arrancastes-me da morte, morrendo por mim! Vencendo a morte, trouxestes-me a vida, abristes-me o paraíso. Ó amor, ó amor de Jesus! Finalmente este amor venceu, e estou convosco, ó meu Mestre, ó meu Amigo, ó meu Esposo, ó meu Pai: eis-me aqui no vosso Coração! Que quereis que eu faça?

(Oração escrita  em 1900, no Diário da AlmaIl Giornalle dell’Anima, por Angelo Giuseppe Roncalli, 1881-1963, que se tornará o Papa João XXIII, em 1958).

738f2111c48a887959c7af4b3e6bbae9.jpg