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Que amemos os grandes bens… – [São João Crisóstomo]

14/06/2019

Ó JESUS, FAZEI COM QUE TAMBÉM APRENDAMOS nós a nos manter unidos a Vós, mas não pelos vossos bens sensíveis… Fazei que busquemos o pão celeste e quando o tivermos recebido, expulsemos do coração toda preocupação da vida mundana. Se aquela multidão abandonou suas casas, cidades, parentes e tudo o mais para ir a esse lugar deserto e não se retirou mesmo quando atormentada pela fome, quanto mais devemos nós que nos aproximamos de vossa mesa divina… amar as realidades espirituais e só depois destas ocupar-nos com as coisas sensíveis…

Dai-nos amar, ó Senhor, os grandes bens do espírito, e então nos dareis também os outros por acréscimo… Fazei com que não ponhamos nossas aspirações nos bens temporais, mas possuí-os ou perdê-los seja-nos totalmente indiferente… aprendamos a empregar utilmente as riquezas em socorrer os necessitados… O mestre, que nos ensina esta arte sois Vós mesmo, ó Cristo, e vosso Pai:  “Sede misericordiosos – dissestes – como vosso Pai que está nos céus”… Qual a finalidade desta arte? O céu e os bens celestes, isto é, a glória inefável, os tálamos espirituais, as lâmpadas resplandecentes, a vida eterna junto convosco, ó Esposo divino, e todos os outros bens que mente alguma pode imaginar, nem palavra descrever.

(São João Crisóstomo, Comentário ao Evangelho de São Mateus, 49, 3-4).

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