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Para pedir a luz do entendimento

13/01/2016

ILUMINAI-ME, interiormente, ó bom Jesus! Fazei brilhar vossa luz em meu coração e dissipai todas as trevas que o escurecem. Refreai as divagações de meu espírito e quebrantai as tentações violentas que me combatem.

Pelejai fortemente por mim, e afugentai essas feras péssimas, esses apetites que nos lisonjeiam para perder-nos, a fim de que a minha alma consiga a paz pelo vosso esforço, e venha a ser um templo puro, onde se entoam à vossa glória perenes louvores.

Mandai aos ventos e às tempestades; dizei ao mar: “Sossega-te; ao vento: não sopres; e haverá grande bonança” (Mc 4,39).

Enviai vossa luz e vossa verdade para que resplandeçam em minha alma, porque sou uma terra estéril e tenebrosa até que Vós me alumieis.

Derramai sobre mim as graças do céu; regai meu coração com orvalho celestial; chovam sobre esta terra árida as fecundas águas da piedade, para que produza frutos bons e saudáveis.

Levantai-me o ânimo oprimido com o peso dos pecados; transportai todos os meus desejos ao céu, para que, gostando a doçura dos bens eternos não possa sem desgosto pensar nas coisas da terra.

Arrebatai-me, desprendei-me das fugitivas consolações das criaturas, porque nenhuma coisa criada pode aquietar e satisfazer plenamente meu coração.

Uni-me a Vós pelo vínculo indissolúvel do vosso amor: porque Vós só bastais a quem vos ama, e sem Vós tudo é sombra e fumo.

(Imitação de Cristo, Livro III, Cap. XXIII, 6-8)

 

 

 

 

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