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A São Camilo de Lellis

GLORIOSO SÃO CAMILO, que destes assistência aos doentes com amor de mãe, do céu volvei um olhar misericordioso sobre todos os que sofrem.

Intercedei a Deus por eles para que alivie as dores físicas e as tristezas da alma; console a solidão e enxugue as lágrimas; conceda força para o caminho e paciência para a espera; doe a serena aceitação do cotidiano e a confiante esperança nas realidades futuras.

Concedei-nos ser inflamados pela mesma caridade que ardia no vosso coração, para servir o nosso próximo sofredor como nos ensinou Cristo, o bom samaritano da alma e do corpo.

AMÉM.

A Santo Antônio de Pádua

Ó DEUS, Pai cheio de bondade e misericórdia, que escolhestes Santo Antônio como testemunha do Evangelho e mensageiro da paz no meio do vosso povo, escuta a oração que vos dirigimos por sua intercessão.

Santificai todas as famílias, ajudando-as a crescer na fé; ajudai-as a conservar a unidade, a paz, a serenidade. Abençoai os nossos filhos, protegei os jovens.

Socorrei todos os que são provados pela enfermidade, pelo sofrimento e solidão.

Sustentai-os nas fadigas de cada dia, cumulando-os como o vosso amor.

Por Cristo nosso Senhor. Amém.

A oração – [S. John Henry Newman)

O QUE É, ENTÃO, A ORAÇÃO? É (se se pode dizer reverentemente) conversar com Deus. Conversamos com nossos semelhantes, e usamos uma linguagem familiar, porque são nossos semelhantes. Conversamos com Deus, e então usamos a linguagem mais humilde, calma e concisa que podemos, porque Ele é Deus. Assim, pois, a oração é conversação divina, que se diferencia da humana tanto como Deus se diferencia do homem. Por isso São Paulo dizia: “Nossa conversação está no Céu” (Fl 3,20), certamente não se referindo com isto somente à conversação com palavras, mas à relação e ao tipo de vida em geral; e sem dúvida de modo especial a conversação com palavras é oração, pois a linguagem é o meio específico de toda relação. Nossa relação com nossos semelhantes não avança por meio da vista, mas por meio do som, não através dos olhos, mas das orelhas. O ouvido é o sentido social, e a linguagem é o vínculo social. Da mesma forma, como a conversação do cristão está no céu, e posto que é seu dever, junto com Henoc* e os demais santos, caminhar com Deus, assim sua voz está no céu, seu coração “transmitindo boas palavras” de orações e louvores. As orações e os louvores com seu modo de relação com o mundo futuro, como a conversação e negócios ou de recreio é o modo em que este mundo segue avante em todas as suas direções distintas. Aquele que não reza não reclama sua cidadania no céu, mas vive, apesar de ser herdeiro do Reino, como se fosse filho da terra.

(S. John Henry NewmanSermões Paroquiais, IV, 15)

*(Henoc – Filho de Caim (Gn 4,17) e também de Jared (Gn 5,18), pai de Matusalém (Gn 5, 21), Henoc é um modelo de fidelidade e perseverança no caminho de Deus, tanto que foi arrebatado ao Céu (Gn 5, 24). Outras passagens da Escritura que se referem a ele: Eclo 44, 16; 49, 14. Hbr 11, 5. Jd 5).

Ao Santíssimo Sacramento – [São Pio de Pietrelcina]

VIESTE VISITAR-ME como Pai e como Amigo. Jesus, não me deixes só. Fica, Senhor, comigo!

Pelo mundo envolto em sombras sou errante, peregrino. Dá-me tua luz e graça. Fica, Senhor, comigo!

Neste precioso instante abraçado estou contigo. Que esta união nunca me falte. Fica, Senhor, comigo!

Acompanha-me na vida, tua presença necessito. Sem ti desfaleço e caio. Fica, Senhor, comigo!

A tarde está declinando; vou correndo como ao rio ao fundo mar da morte. Fica, Senhor, comigo!

No sofrimento e no gozo, sê meu alento enquanto vivo. Até que morra em teus braços, fica, Senhor, comigo!

(São Pio de Pietrelcina, 1887-1968, italiano, frade capuchinho; foi canonizado em 2002 pelo Papa João Paulo II).

A todos os Santos – [S. Afonso de Ligório]

GRANDES PRÍNCIPES DO CÉU, Santos auxiliadores, que sacrificastes por Deus todas as vossas possessões terrenas, riqueza, preferências, até mesmo a vida, e que estais, agora, coroados no Céu, na estável fruição da felicidade e da glória eternas; tende compaixão de mim, um pobre pecador neste vale de lágrimas, e obtém para mim, de Deus, – por quem deixastes tudo e que vos ama como seus servos fiéis, – a força para suportar pacientemente as provações desta vida, vencer todas as tentações e perseverar no serviço de Deus até o fim, para que um dia eu possa ser recebido em vossa companhia para louvá-lo e glorificá-lo, o supremo Senhor, cuja visão beatífica gozais e a quem louvais e glorificais para sempre. Amém.

(Santo Afonso de Ligório, 1696-1787, Bispo e Doutor da Igreja).

A São Rafael Arcanjo

GLORIOSO ARCANJO, SÃO RAFAEL, grande Príncipe da Corte Celeste, ilustre por vossos dons de sabedoria e graça, guia dos viajantes, consolador dos atribulados e refúgio dos pecadores, eu vos suplico que me ajudeis em todas as minhas necessidades e provações desta vida, como fizestes ao ajudar o jovem Tobias em sua jornada. E, uma vez que sois o “médico divino”, humildemente peço-vos para curar minha alma de suas muitas enfermidades e meu corpo dos males que o afligem, se este favor for para o meu maior bem.

Peço-vos, especialmente, pelo dom da pureza angélica, para que eu possa me tornar um templo vivo do Espírito Santo. Amém.

Vem, Espírito Santo! – [São Pedro Damião]

ESPÍRITO SANTO, LUZ DAS ALMAS,

Tu que restituíste a vista ao cego de nascença,

ilumina-me!

Tu que ressuscitaste a Lázaro, vivifica-me!

Vem, Espírito de Verdade,

afasta de mim as trevas do erro!

Julga, Senhor, os que me querem mal,

repele os que me atacam

e acorre em meu socorro.

Espírito vivificador, que dás a vida,

Deus todo-poderoso e eterno,

és fogo que consome.

És o Espírito de discernimento e de ardor.

Toma meu coração

e dele extirpa as faltas e vícios

com Teu fogo potente.

Vem banir de meus sentidos

o espírito do mal

que se insurge contra Ti.

Que se levante Deus

e se dispersem Seus inimigos!

Que os que Te odeiam

fujam de diante de Tua face!

Que se esvaneçam como fumaça.

Amém.

(São Pedro Damião, 1007-1072, Cardeal, Doutor da Igreja, autor de “O Livro de Gomorra”, publicado em 1051).

Necessitamos de ti – [ Paulo VI ]

Ó CRISTO, NOSSO ÚNICO MEDIADOR, necessitamos de ti: para viver em comunhão com Deus Pai; para tornar-nos contigo, que és Filho único e Senhor nosso, seus filhos adotivos; para sermos regenerados pelo Espírito Santo.

Necessitamos de ti, ó único verdadeiro mestre das verdades escondidas e indispensáveis da vida, para conhecer o nosso ser e o nosso destino, o caminho para consegui-lo.

Necessitamos de ti, ó nosso Redentor, para descobrir a nossa miséria e curá-la; para ter o conceito do bem e do mal e a esperança da santidade; para deplorar os nossos pecados e obter a perdão deles.

Necessitamos de ti, ó irmão primogênito do gênero humano, para encontrar as razões verdadeiras da fraternidade entre os homens, os fundamentos da justiça, os tesouros da caridade, o sumo bem da paz.

Necessitamos de ti, ó grande paciente das nossas dores, para conhecer o sentido do sofrimento, e para dar a ele um valor de expiação e de redenção.

Necessitamos de ti, ó vencedor da morte, para nos libertar do desespero e da negação, e para ter certezas que não traem eternamente.

Necessitamos de ti, ó Cristo, ó Deus-conosco, para aprender o amor verdadeiro e caminhar com alegria e na força da tua caridade, ao longo do caminho da nossa vida fatigosa, até o encontro final Contigo amado, Contigo esperado, Contigo abençoado nos séculos.

(Oração que o Cardeal Giovanni Battista Montini, – futuro Papa Paulo VI , – escreveu em 1955, no final de sua primeira Carta Pastoral como recém Arcebispo de Milão. Seu pontificado, iniciado em 1963, irá até 1978, ano de sua morte. Foi beatificado em 2014 e canonizado em 2018 pelo Papa Francisco).

Para pedir os sete dons do Espírito Santo

Ó SENHOR JESUS CRISTO que, antes de ascender aos Céus, prometestes enviar o Espírito Santo para completar Vossa obra nas almas dos Vossos Apóstolos e discípulos, dignai-Vos conceder-me o mesmo Espírito Santo para que Ele aperfeiçoe em minha alma a obra da Vossa graça e do Vosso amor. Concedei-me o Espírito de Sabedoria para que eu possa usar com plena liberdade os bens deste mundo, não considerando-os como fins em si mesmos e aspirar, antes de tudo, ao que é eterno; o Espírito de Entendimento para iluminar minha mente com a luz da Vossa verdade divina; o Espírito de Conselho para que eu possa discernir e escolher o caminho mais seguro para agradar a Deus e ganhar o Céu; o Espírito de Fortaleza para que, suportando minha cruz convosco, eu supere com coragem todos os obstáculos que se opõem à minha salvação; o Espírito de Conhecimento para que eu possa conhecer a Deus e a mim mesmo e progredir perfeitamente na ciência dos Santos; o Espírito de Piedade para que eu possa, com suavidade e amor, realizar o serviço de Deus; o Espírito de Temor para que eu possa ser preenchido com um amor reverente para com Deus e possa temer qualquer coisa que O desagrade. Marcai-me, querido Senhor, com o sinal dos vossos verdadeiros discípulos e animai-me em todas as coisas com o Vosso Espírito. Amém.

O navio da Igreja – [S. Agostinho]

POR TODAS AS COISAS QUE FEZ, o Senhor nos ensina como viver aqui na terra. Não há ninguém neste mundo que não seja viajante, ainda que nem todos desejem regressar à pátria. Nós sofremos com as ondas e as tempestades que decorrem da travessia, mas, mesmo assim, fiquemos no navio. Com efeito, se dentro do navio corremos perigo, fora dele a morte é inevitável! Aquele que nada em alto mar pode ter muita força em seus braços, mas será, cedo ou tarde, vencido pela imensidão do oceano, é devorado por ele e desaparece.

Portanto, é necessário estarmos no navio, ou seja, sermos transportados pela madeira de um lenho, para poder atravessar o mar. O madeiro que carrega a nossa fraqueza é a cruz de nosso Senhor, da qual trazemos o sinal em nossa fronte, e que nos impede de ser engolidos pelo mundo. Sofremos as agitações das ondas, mas é o Senhor que nos transporta.

A barca que transporta os discípulos, isto é, a Igreja, navega, e a tempestade das provações a tomam de assalto. O vento contrário, ou seja, o demônio que faz oposição à Igreja, não se acalma, esforçando-se por impedi-la de chegar ao repouso do porto. Grande é, porém, aquele que intercede por nós. Com efeito, durante a tumultuosa navegação em que nos debatemos, ele nos inspira confiança, vem a nós e nos reconforta, a fim de que, sacudidos pela barca, não nos deixemos abater e não nos lancemos ao mar. Porque, mesmo se a barca é sacudida pelas ondas, é apesar de tudo uma barca, e somente esta barca transporta os discípulos e acolhe Cristo. Ela corre um grande risco no mar, mas, fora dela, imediatamente perecemos.

Conserva-te, pois, na barca e clama por Deus. Todos os conselhos podem falhar, o leme pode tornar-se insuficiente, as velas abertas mais perigosas que úteis – quando todos os socorros humanos falharem, só resta aos marinheiros rezar e elevar a Deus seus corações. Aquele que concede aos navegantes a graça de chegar ao porto, iria acaso abandonar a sua Igreja, em vez de reconduzi-la ao repouso?

(Sermão 75 – Santo Agostinho de Hipona, Doutor da Igreja).

Sobre a santidade – [São João M. Vianney]

SIM,  podemos ser santos e devemos trabalhar para nos tornarmos santos. Os santos foram mortais como nós. Temos as mesmas ajudas, as mesmas graças, os mesmos sacramentos…

Podemos ser santos, porque o bom Deus jamais nos recusará sua graça para ajudar-nos a nos tornarmos santos.

Ele é nosso Pai, nosso Salvador e nosso Amigo. Ele deseja ardentemente ver-nos libertados dos males da vida. Ele quer cumular-nos de todo tipo de bens, depois de dar-nos, já neste mundo, imensas consolações, pregustações dos consolos do Céu.

(São João Maria Vianney,  1786-1859, França).

A São Marcos, evangelista

Ó GLORIOSO SÃO MARCOS, que desde a infância conhecestes o caminho de Cristo, e em vossa casa materna a família da Igreja nascente se reunia (Atos 12,12): intercedei por nossas famílias, e especialmente pelas crianças e jovens, para que tenham a grande alegria de conhecer e seguir Jesus.

Vós que, depois, vos tornastes colaborador próximo do trabalho apostólico junto a Paulo, Barnabé e Pedro:  ajudai-nos a sempre permanecer unidos ao trabalho das testemunhas autênticas e autorizadas de Cristo, no trabalho pastoral da Santa Igreja, seja diretamente, seja indiretamente com a oração, a penitência e o auxílio material.

Vós resumistes a pregação e os testemunhos que ouvistes sobre Jesus, e especialmente os de Pedro, e assim escrevestes o primeiro Evangelho: ajudai-nos a conservar no coração e a meditar atentamente, como Maria, o mistério da pessoa, dos gestos e ensinamentos de Jesus que tão bem soubestes anunciar.

Intercedei pela Igreja, nestes dias tão difíceis, intercedei por nós: que, ajudados pelo Espírito Santo, reavivemos nossa fé em Jesus Cristo, Filho de Deus;  que possamos conhecê-lo, contemplá-lo e segui-lo mais profundamente no mistério de sua cruz e de sua glória. Amém.

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Para a Comunhão espiritual – [S. Afonso M. de Ligório]

CREIO, Ó MEU JESUS, que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-Vos sobre todas as coisas e desejo-Vos possuir em minha alma. Mas, como agora não posso receber-Vos sacramentalmente, vinde espiritualmente ao meu coração. E, como se já Vos tivesse recebido, uno-me inteiramente a Vós;  não consintais que de Vós me aparte.  Amém.

(Santo Afonso Maria de Ligório, 1696-1787, Bispo, Doutor da Igreja).

Para pedir a intercessão de São José

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– Um homem fiel será louvado e aquele que é guardião do seu Senhor será glorificado.

– Rogai por nós, ó Bem-aventurado José,

– Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos –   Ó DEUS, que predestinastes São José, desde toda a eternidade, para o serviço do Vosso Filho e de sua Bem-aventurada Mãe, e o fizestes digno de ser o esposo da Bem-aventurada Virgem e o pai adotivo do Vosso Filho, nós Vos suplicamos, por todos os serviços que, nesta terra, ele prestou para Jesus e Maria, que Vos digneis tornar-nos dignos de sua intercessão e concedei-nos um dia gozar da felicidade de sua companhia no Céu. Por Cristo, nosso Senhor.

– Ó JOSÉ, PAI VIRGINAL DE JESUS, puríssimo esposo da Virgem Maria, orai continuamente por nós ao Filho de Deus; que, seguindo vosso exemplo e equipados com as armas de Sua graça, possamos combater como devemos nesta vida, e ser coroados por Ele na morte. Amém.

A Maria, “Rosa Mística”

VIRGEM IMACULADA, MÃE DA GRAÇA, ROSA MÍSTICA, em honra do Vosso Divino Filho nos ajoelhamos diante de Vós a implorar a misericórdia divina; não é por nossos méritos, mas pela vontade do Vosso Coração materno que Vos imploramos auxílio e graças, certos de que nos ouvireis.

Ave, Maria…

Mãe de Jesus, Rainha do Santíssimo Rosário, Mãe da Igreja, corpo místico de Cristo, suplicamos para o mundo, inflamado em discórdias, a graça da unidade e da paz e os favores que possam converter os corações de tantos filhos Vossos.

Ave, Maria…

Rosa Mística, Rainha dos Apóstolos, concedei-nos floresçam, à beira dos altares eucarísticos, numerosas vocações sacerdotais e religiosas que, com a santidade de vida e o zelo ardente pelas almas,  possam dilatar o Reino do Vosso Filho Jesus no mundo inteiro. Enchei-os também dos Vossos favores celestes.

Ave, Maria…

Rosa Mística, Mãe da Igreja, orai por nós!